Essa cartografia surgiu da necessidade de se falar sobre a violência sofrida por mulheres dentro das favelas do Rio de Janeiro, tais como, assédios, xingamentos, ameaças e o controle da rotina que se convertem em formas de atuação militarizadas do Estado quando executadas pelos agentes que ocupam as favelas e periferias e passam despercebidas entre tantas outras conhecidas por quem vive um cotidiano com execuções sumárias, detenções arbitrárias, espancamentos, esculachos. Produzida ao longo de dois anos por um grupo de 20 mulheres, esta publicação é resultado desse encontro: Secundaristas, estudantes de graduação e pós-graduação, militantes ou não, mas todas compartilhando da mesma vontade de se escutar, refletir e elaborar coletivamente um registro concreto de marcas de violência que precisam ser enxergadas e reconhecidas na sua gravidade e sistematicidade.